Entrevista | Pano Hippie
Meu nome é Renato Fernandes, sou brasileiro, nasci em Botucatu no dia 10 de março de 1975.O artesanato foi minha principal fonte de renda por mais de cinco anos, período em que percorri cidades com uma banquinha e uma mochila que pesava mais de 90 quilos. Com o tempo passei a trabalhar em feiras e exposições. Tinha um fascínio especial pelos encontros de motos. Evento que escolhi para trabalhar durante muitos anos.Quando meu primeiro filho nasceu eu estava em uma feira, na cidade de Barra Bonita, Não pude acompanhar a ida de minha esposa ao hospital, mas essa foi também a minha melhor feira. Agora sou pai de três filhos, encontrei na internet o local adequado para a comercialização de minhas peças e tenho como profissão principal o jornalismo.
Quando começou a produzir este tipo de artesanato?
Sempre tive facilidade com os trabalhos manuais, na escola eu era considerado um dos melhores desenhistas da turma. Um dia um hippie visitou a minha cidade. Era um argentino, se chamava John, com ele aprendi a fazer as primeiras peças em arame e durepoxi.
Aos 16 anos juntei algumas peças de roupa, e aos finais de semana visitava as cidades vizinhas para expor a minha arte.
Desde então nunca mais parei, aperfeiçoei as minhas técnicas, aprendi a técnica da soldagem com o hippie de Ourinho Yamaguti, técnicas em durepoxi com um artesão de Florian[ópolis conhecido como baiano e participeir de cursos para aprender técnicas em couro.
Foi também com o Baiano que iniciei a minha vida em feiras e exposições.
Qual é o material ou materiais básicos que utiliza em seus artesanatos?
Utilizo de tudo.
Garrafas Pets; produtos químicos; arames: Alpaca, latão e alumínio; Pirógrafo; Couro; durepoxi; Biscuit; entim, o que a imaginação permitir ser usado com qualidade.
Sua cor preferida?
Vermelho
Destaque uma qualidade pela qual gostaria que fossem identificados seus artesanatos.
Originalidade e qualidade
Acredita que o produto que desenvolve te permite inovar e criar enquanto materiais e desenhos?
Logicamente que sim. Se não acreditasse nisso não faria artesanato.
Percebe de maneira positiva que outras pessoas compartam desenhos e que estes sejam trabalhados artesanalmente em diferentes formatos e materiais?
Não sou favorável à cópia, mas uma peça sempre pode inpirar outras de forma positiva. Agora, copiar as peças integralmente não é uma atitude digna.
O que acha da possibilidade que te dá artesanum.com de mostrar gratuitamente seus artesanatos por todo o mundo através da internet?
É uma maravilha. Nem sempre o artesnato dá a mesma satisfação financeiro quanto a pessoal. Esse espaço é importantee deve ser valorizado por tod0os os artistas.
Diria que seus artesanatos são elaborados respeitando o meio ambiente?
Sim. Esse é um dos propósitos de meu trabalho, tudo se transforma, mas a transformação não deve denegrir ou macular.
Na sua opinião, qual a solução para que os artesãos que não possuem recursos tecnológicos possam desfrutar de uma loja virtual como artesanum.com?
Essa é difícil. A divulgação é a alma do negócio, e as Lan House são talçvez o caminho para isso. Talvez a criação de uma rede onde os artesãos com ateliê fixo possam disponibilizar a teconologia para aqueles que estão em trânsito.
Uma reflexão sobre a transcendência do seu trabalho? (se não é própria, citar o autor)
"Saí de caminhada Pelas estradas, Caminhando a pé Pedindo carona Violão na costa Eu vim pra São Tomé... Mas eu não sou daqui Sou de outro planeta...
Minha vida é estrada Eu não ligo pra nada Só quero cantar Flutuar no universo Ver o mundo de perto Ver a terra girar E pela Rio-Bahia eu caminhei de norte a sul..."
Cogumelo Azul
Ventania

